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POLÍTICA

SAÍRAM DERROTADOS: saiba quem é o servidor que orquestrou trabalhos de Manoel Jr e Wellington Roberto no Conselho de Ética da Câmara

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Dois meses após a chegada da denúncia, o Conselho de Ética aprovou por 11 votos a 9 o parecer pela continuidade do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). É digno de registro que dos votos contrários os dois deputados federais paraibanos no Conselho de Ética Manoel Júnior (PMDB) e Wellington Roberto (PR) sairam com o gosto amargo do plenário e que nas ultimas semanas receberam orientações de um assessor especial, um verdadeiro maestro que saiu derrotado: o assistente técnico Lucas de Castro Rivas que foi alvo de reportagem da grande mídia em especial do Jornal Folha de São Paulo.

A atuação do jovem assessor e a ligação dele com os deputados paraibanos, mereceu destaque. Lucas, sempre transitava no Conselho com uma cópia do inquérito da Suprema Corte relativa às contas secretas atribuídas a Cunha na Suíça, conversava de maneira recorrente com os deputados federais Wellington Roberto (PR-PB) e Manoel Júnior (PMDB-PB), favoráveis ao arquivamento do processo.

“Ele foi exonerado para fazer o assessoramento de forma oficial e mais correta”, disse o corregedor parlamentar. Na semana passada, no entanto, Carlos Manato disse à Folha que não via problemas do assistente técnico fazer trabalho de assessoramento.

Procurado pela Folha, Lucas Rivas justificou sua atuação “Eu ajudo qualquer deputado federal que pedir. O meu trabalho é técnico, não é político, não é de bastidor e não tem poder de decisão”, disse. Mesmo com tamanho esforço do assessor e dos paraibanos Cunha sofreu mais uma derrota na Câmara

O conselho tem 60 dias úteis para votar o parecer final do relator, e a Câmara, 90 dias para votar o parecer final do conselho, mas os prazos começam a contar da instauração do processo, no dia 3 de novembro.Cunha pode recorrer contra supostas falhas no processo à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em entrevista coletiva após o final da sessão do Conselho, Cunha disse que deve recorrer da decisão ao STF. “Essa sessão de hoje, obviamente essa decisão é nula. Ele [advogado de Cunha] vai entrar com meu recurso, provavelmente entre no Supremo por cerceamento de defesa”, disse.

A derrota de Cunha no Conselho de Ética ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal, em nova etapa da Operação Lava Jato, realizou operação de busca e apreensão nas residências do deputado.

Essa foi a oitava reunião do conselho após ter sido apresentado o parecer favorável ao processo Cunha pelo antigo relator, Fausto Pinato (PRB-SP). A votação foi adiada seguidamente devido a manobras de Cunha e deputados aliados e ele para atrasar os procedimentos. Em uma das manobras, Pinato foi afastado da relatoria após recurso de Manoel Junior (PMDB-PB), um dos aliados de Cunha.

Ao apresentar seu voto, Rogério afirmou que nesta fase do processo cabe apenas verificar se há elementos mínimos para a abertura de investigação. Só então é apurado se as irregularidades apontadas na representação foram de fato cometidas.

PB Agora

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POLÍTICA

Governo Bolsonaro é denunciado na Comissão Interamericana por apagão no Amapá

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Por iniciativa das organizações Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e Terra de Direito, o governo Bolsonaro foi denunciado na Comissão Interamericana por apagão no Amapá. As entidades pedem que sejam tomadas medidas cautelares 

Na sexta-feira, as organizações Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e Terra de Direitos solicitaram que a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) se pronuncie para garantir a defesa da vida e da integridade física das comunidades quilombolas do estado do Amapá.

No documento, a Conaq e a Terra de Direitos solicitam à CIDH que atue para determinar ao governo brasileiro o restabelecimento imediato dos serviços de distribuição de energia elétrica em todo Estado do Amapá, garantindo acesso ao serviço essencial a todas as comunidades quilombolas, inclusive aquelas privadas do fornecimento antes do apagão.

As entidades ainda querem que a Comissão Interamericana cobre do governo brasileiro que envie ajuda humanitária para as populações quilombolas afetadas, incluindo distribuição imediata de água potável e à alimentação. Também é solicitado que se garanta a infraestrutura necessária para que todas as pessoas das comunidades afetadas tenham acesso aos hospitais e a tratamento de saúde adequados.

A informação é do jornalista Jamil Chade em sua coluna no UOL.

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POLÍTICA

Município de Araçagi elege a primeira vereadora surda da Paraíba

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A Câmara Municipal de Araçagi, no interior da Paraíba, terá que se adaptar e se preparar para a próxima legislatura que terá início a partir do dia 1º de janeiro de 2021, quando tomarão posse os vereadores eleitos no pleito do último dia 15. O plenário da Câmara terá que se adequar para a atuação da vereadora Kelinha de Naldo (Cidadania) – na foto -, provavelmente a primeira pessoa surda eleita vereadora em uma cidade paraibana.

Ana Kelly Nunes Bezerra, a Kelinha de Naldo, de 24 anos, recebeu 421 votos e irá compor o quadro de onze vereadores que atuarão pelos próximos quatro anos na Câmara de Araçagi. Quarenta e sete candidatos disputaram as onze vagas a vereador na cidade. Casada, estudante e natural de Guarabira, Ana Kelly é surda e só se comunica por meio de sinais. Pelo Facebook, ela gravou uma mensagem de agradecimento pelos votos recebidos na eleição do último domingo e que pode ser conferida clicando aqui.

Ela e outros cinco vereadores também eleitos pelo Cidadania (Toinho do Empréstimo, Marinaldo, William de Bajola, Jandilson Figueiredo e Fabiana de Tarcísio do Abacaxi) são maioria em plenário e vão compor a bancada de oposição à prefeita eleita, Josilda Macena (PSDB). A nova prefeita vai contar com o apoio de cinco vereadores também eleitos pelo PSDB: Paula de Casquinha, Josué Benício, Givaldo Porfírio, Melqui Gomes e Beto Mariano.

Na eleição do dia 15, o atual prefeito da cidade, Murilo Nunes (Cidadania), que havia sido eleito em 2016 pelo PSB, perdeu a reeleição obtendo 5.231 votos, o equivalente a 47,55% dos votos válidos. Ele disputou a prefeitura pela coligação ‘O trabalho não pode parar’, que ainda tinha o MDB na chapa. Já Josilda Macena encabeçava a coligação ‘Araçagi, o povo pode mais’, com DEM e PSD, e obteve 5.577 votos (50,70%). Em terceiro lugar ficou o candidato do PCdoB, Doutor Jorge, com apenas 192 votos (1,75%)

Araçagi, com pouco mais de 17 mil habitantes e distante a 64 quilômetros da capital paraibana, João Pessoa, é um município localizado na Região do Brejo, polarizada pela cidade de Guarabira, terra natal de Kelinha de Naldo.

Redação

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