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PARAÍBA

Seca leva municípios a depender de abastecimento por carros pipas, mas crise inviabiliza contratação de pipeiros

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Devido seca prolongada, o Governo Federal reconheceu recentemente a situação de emergência em 170 municípios paraibanos, após publicação do decreto no Diário Oficial da União (DOU). O Governo do Estado já havia feito a mesma publicação no sábado (18), no Diário Oficial do Estado (DOE). Esses municípios são abastecidos pelos carros pipas contratados pelo Exército e pelas prefeituras municipais.

Só que os cofres dos municípios estão vazios, o que inviabiliza a contratação dos pipeiros. Pelo menos foi o que garantiu o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes. Ele revelou que os municípios do Estado receberam 11% a menos de receita no mês de junho em relação ao mês de maio.

Além disso, há uma perspectiva de queda de 14% para julho, o que representa uma diminuição de 25% de recursos em apenas dois meses. De acordo com Tota Guedes, a grave situação financeira impede os municípios de arcarem com as despesas para contratação de carros pipa.

“A Paraíba é um dos estados que está mais sofrendo com a seca. Nós temos uma capacidade hídrica muito fraca. Os municípios não têm condições de arcarem com os carros-pipa, pois suas receitas estão cada vez mais diminuindo”, disse. Segundo o presidente da Famup, os municípios precisam da ajuda dos governos federal e estadual para enfrentar o período da estiagem. “Temos que ter a ajuda do governo federal e do governo do estado para suportar a crise hídrica que estamos atravessando”, falou.

Exército – Coordenada pelo Exército, a operação pipa continua levando água para matar a sede de centenas de paraibanos. A operação distribui água potável por meio de carro-pipa para a população situada nas regiões afetadas pela seca ou estiagem, especialmente no Semiárido nordestino e norte de Minas Gerais. A ação é uma parceria do Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, com o Exército Brasileiro.

Por conta da seca prolongada, Exército ampliou a operação contratando mais 100 pipeiros para abastecer moradores de 24 municípios, nas regiões do Agreste, Sertão e Cariri do Estado.

A execução do programa, incluindo contratação, seleção, fiscalização e pagamento dos pipeiros, é de responsabilidade do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro (Coter). A água utilizada por esses caminhões é retirada do açude de Boqueirão e de reservatórios nos municípios de Areia, Sumé e Patos. De acordo com o coordenador da Defesa Civil da Paraíba, George Sabóia, a seca já afeta o estado desde 2012. E atualmente 23 municípios estão colapso. Carros-pipa levam água para zonas rural e urbana das cidades. No entanto, até a água para abastecer os carros-pipa está ficando escassa. Com o reconhecimento da situação de emergência pelo governo federal, o governo da Paraíba aguarda para o próximo mês, a liberação de 14 milhões de reais, para a construção de adutoras de engate rápido que devem levar água dos reservatórios ainda abastecidos às cidades afetadas pela seca. Dos 123 reservatórios monitorados pela Aesa, Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba, alguns estão com menos de 20% da capacidade total. O açude Epitácio Pessoa por exemplo, localizado em Boqueirão, está com 18,1% de sua capacidade, o que corresponde a 74.490,376 milhões de metros cúbicos de água acumulada.

Severino Lopes

PBAgora

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PARAÍBA

Padre na Paraíba chama Jair Bolsonaro de ‘imoral’ e ‘genocida’ diante de postura na pandemia: “alguém que tem o prazer de matar”

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O pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, no município de Guarabira, no Brejo paraibano, padre Adauto Tavares Gomes, chamou a atenção da população em geral e dos fieis ao fazer duras críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O religioso, em sua homilia dominical, chamou o chefe do Executivo de ‘imoral’ e de ‘genocida’ diante da postura que tem tomado frente a pandemia do coronavírus no Brasil.

De acordo com o padre, casos referente às aglomerações do Carnaval ainda não foram contabilizados, mas frisou o aumento diário da doença em todo o País. “Segundo a Secretária de Saúde do Estado, a leva do Carnaval ainda não chegou. Vai chegar pesado agora em março. Eu espero que não chegue a um lockdown, mas às vezes é necessário”, comentou, como o ClickPB apurou.

Além disso, reclamou do descumprimento da população na questão do isolamento social e destacou que não queria ser militar, “pois se e eu fosse militar, um ‘cabinha’ que botasse uma mesa na rua eu prendia na hora, levava para a cadeia. Vai ficar aglomerado lá na cadeia, mas no meio da rua não. Tem que respeitar”.

Nesse momento, o padre pontuou que o mundo vive a pandemia e esboçou às críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desde o início da pandemia vem negando a existência da doença, e ignorando os riscos de contaminação. “Já basta aquele desorientado do presidente da República, que não tem moral. É um imoral. A palavra é essa. O presidente da República é um imoral. O homem que não tem moral nenhuma. É um irresponsável. É que estou com vontade de dizer outra coisa, mas não vou dizer não, que é pecado dizer a missa”, criticou.

O sacerdote afirmou que Bolsonaro não tem responsabilidade com a vida da população. Podemos dizer que é um genocida: alguém que tem o prazer de matar”, pois “sai na rua sem máscara, aglomerando”. Além disso, Adauto Tavares acrescentou que, quem vota “nele também é sem moral”. 

Confira o que disse o padre em sua homilia:

 

 

ClickPB

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PARAÍBA

João Azevêdo desmente Bolsonaro após presidente afirmar que enviou R$ 21 bilhões para combate à pandemia na Paraíba

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O governador da Paraíba, João Azevêdo, desmentiu nas redes sociais os valores que foram divulgados pelo presidente Jair Bolsonaro, que seriam de repasses para o Estado em 2020. No Twitter, o presidente divulgou uma lista de repasses do Governo Federal para cada estado e a Paraíba aparece como tendo recebido R$ 21,2 bilhões, além de R$ 6,57 bilhões de auxílio, o que não procede segundo o governador.

”A Paraíba não recebeu R$ 21 bilhões para combater a pandemia”, disse o governador. ”Mais uma vez estão tentando confundir a população, distorcendo valores que incluem FPE, FPM, Auxílio Emergencial, entre outros que são obrigações constitucionais e não podem ser usados no enfrentamento à Covid-19”, completou.

João Azevêdo não foi o único a se queixar da postagem do presidente. Os governadores do Piauí, do Rio Grande do Sul e do Maranhão também reclamaram da forma que Jair Bolsonaro apresentou os números, que, misturando diversas obrigações federais, confunde a população levando a crer que todo o dinheiro poderia ser usado pelos estados no combate à pandemia.

”O presidente da República insiste em agredir a verdade para tentar atingir os governadores. Ele está postando contas malucas sobre recursos enviados aos estados, misturando com municípios, recursos de FPE, FPM, auxílio emergencial etc. Em suma, é um irresponsável”, escreveu o governador do Maranhão, Flávio Dino, nas redes sociais.

Ele afirmou que pretende processar o presidente. ”A mentira federal sobre repasse de recursos ao Estado do Maranhão é tão absurda que o valor ‘informado’ (R$ 36 bilhões) equivale quase ao DOBRO do orçamento do Estado em 2020. Vamos ter que, mais uma vez, entrar na Justiça por essa vergonhosa fake news”, escreveu Dino.

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