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POLÍTICA

Senador José Maranhão é internado em João Pessoa com Covid-19

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O senador José Maranhão (MDB) foi internado em João Pessoa, após testar positivo para Covid-19, neste domingo (29). A informação foi confirmada ao ClickPB pela assessoria do parlamentar.

Segundo a assessoria, ele passou o dia bem e no final da tarde apresentou sintomas leves, como uma tosse persistente e estado febril.

No início da noite, ele foi ao Hospital da Unimed, em João Pessoa, para fazer a testagem. O resultado positivo foi dado às 20h40 deste domingo.

Ainda de acordo com o informado ao ClickPB, José Maranhão passa bem e ficará internado por precaução.

A internação aconteceu no mesmo dia em que ocorreu o segundo turno das Eleições 2020, na qual o senador apoiou o candidato Nilvan Ferreira (MDB), que concorreu com o prefeito eleito, Cícero Lucena (Progressistas).

ClickPB

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POLÍTICA

Ciro chama Bolsonaro e Pazuello de ‘criminosos’ e defende ‘cadeia para os dois’ nas redes sociais

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O vice-presidente Nacional do PDT, Ciro Gomes, voltou a bater de frente com a política de do presidente Jair Bolsonaro na pandemia. As críticas do pedetista também foram voltadas para o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello por conta do colapso em Manaus e ao Ministro da Educação, Milton Ribeiro referente ao Enem em meio a pandemia da Covid-19. 

Segundo Ciro, Bolsonaro e Pazueello teriam negligenciado a possibilidade de colapso na saúde de Manaus. “É revoltante saber que o #BolsonaroGenocida e seu cúmplice ministro da Saúde, mesmo sabendo de toda situação devastadora da pandemia, não se movimentaram para ajudar Manaus. Bolsonaro e Pazuello são criminosos e traidores da Pátria. Impeachment e cadeia para os dois”, comentou.

E seguiu criticando “mais uma atitude irresponsável do governo Bolsonaro! Realizar o Enem neste momento que a pandemia volta a ganhar força é colocar em risco quase 6 milhões de estudantes, professores e demais profissionais que irão trabalhar nos dias da aplicação da prova”, disse.

O político que abriu mão de apoiar a esquerda no segundo turno das eleições presidenciais, quando Haddad disputava com Bolsonaro a vaga, em 2018, atualmente defende uma aliança de centro-esquerda e centro-direita para fazer frente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. 

 

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POLÍTICA

‘Situação que vivemos é reflexo de um desgoverno total’, diz infectologista

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São Paulo – Nem mesmo o trágico colapso do sistema de saúde e falta de oxigênio em Manaus faz com que o governo de Jair Bolsonaro adote um tom mais humilde e realista em relação à sua conduta ante a pandemia de covid-19. Pelo contrário, as declarações tanto do presidente quanto de seu vice, Hamilton Mourão, continuam isentando o Executivo das responsabilidades sobre o quadro na capital do Amazonas ou no Brasil. “A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né?”, disse o chefe do governo nesta sexta-feira (15), para em seguida acrescentar: “nós fizemos a nossa parte”. Já o vice afirmou que “o governo está fazendo além do que pode dentro dos meios que a gente dispõe”. Segundo o general, “na Amazônia as coisas não são simples”.

Depois de Bolsonaro, por diversas vezes, atacar ou ironizar a CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac e, no Brasil, pelo Instituto Butantã, o presidente e seu entorno parecem começar a perceber que a crise sanitária já ameaça sua própria sobrevivência política. Mostra disso é o comunicado do Ministério da Saúde, na tarde de ontem, no qual solicita ao Instituto Butantan a “entrega imediata” de 6 milhões de doses do imunizante chinês.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve decidir no domingo (17) se vai ou não autorizar o uso da vacina chinesa e também a desenvolvida em parceria entre Fiocruz e Universidade de Oxford. Mas o voo do avião que iria à Índia buscar 2 milhões de doses deste imunizante foi adiado hoje pela segunda vez e sua missão continua incerta.

“A situação que vivemos é reflexo do desgoverno total ao longo do ano passado. Da recusa em aceitar o que a ciência preconiza, principalmente o governo federal, com a postura de orientar a população de maneira que só contribui para o avanço da pandemia, fomentar aglomerações, ser contra as medidas de bloqueio de transmissão do vírus”, diz a infectologista Raquel Stucchi, da Universidade Estadual de Campinas. “Nós politizamos diagnósticos, o uso de máscaras, o tratamento precoce ou não, e politizamos também a vacina.” Para ela, se os erros do governo federal são óbvios, houve equívocos também do governo de São Paulo, de João Doria, que “contribuiu para essa politização e essa divisão”, no caso da vacina.

Vacina é a única solução

“Além disso, enganam a população ao divulgar informação de que existe tratamento eficaz e seguro em casos graves da doença. A vacina é a única maneira de controlar a pandemia de forma eficaz e prolongada. A situação de Manaus pode se repetir no resto do país, e mostra que o cuidado com a saúde como um todo foi esquecido”, acrescenta.

A especialista ironiza as falas de Bolsonaro e Mourão sobre o governo ter feito a sua parte ou “além do que pode” para conter a covid na capital amazonense. “Se fez tudo o que podia e Manaus está desse jeito, pode muito pouco. Então saia, você e sua equipe, porque não têm competência.” Raquel Stucchi lembra que Manaus foi a primeira capital do país a atingir o pico da pandemia, ainda em abril, e a situação hoje revela falta de planejamento e de orientação à população para que contribuísse. Internautas e movimentos sociais marcaram para a noite desta sexta-feira (15), às 20h30, um panelaço contra Bolsonaro.

Responsabilidade é de todos

A infectologista da Unicamp afirma ser importante destacar que cada cidadão assuma responsabilidades para controlar a pandemia, evitando aglomeração, usando máscaras, fazendo distanciamento social e adotando medidas de higiene básicas, como lavar as mãos. “Se a gente não ficar em casa, não usar máscaras, não adotar o distanciamento social, as grandes metrópoles ‘serão’ Manaus”, prevê. “Cada um tem que ter responsabilidade, não só o gestor.”

Para ela, a conduta inconsequente de boa parte da população vai acabar se voltando contra ela mesma, pois os governos precisarão adotar novas medidas restritivas que vão piorar a situação econômica e aumentar o desemprego.

Apesar de tudo, o país terá a vacina, a única luz no fim do túnel. Nesse sentido, o esforço deve ser para conscientizar a população da importância da vacinação. Por outro lado, “mesmo vacinando temos que manter as medidas de controle da transmissão”, alerta a especialista. Em sua opinião, o uso de máscaras vai ser mantido e o distanciamento social continuará necessário “com certeza até o final do ano”.

RBA

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