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BRASIL

Sergio Moro é eleito pela 2ª vez a Personalidade do Ano; protestos de março contra Dilma são o Fato de 2015

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Dois mil e quinze foi o ano em que o petrolão ganhou dimensões espantosas. Mais empresários envolvidos, políticos graúdos denunciados, mais revelações sobre o assalto organizado à Petrobras. Mas foi também o ano do castigo. Sergio Moro, o juiz à frente dos processos da operação Lava Jato, da Polícia Federal, começou a proferir sentenças, mandando para a cadeia gente que se beneficiou da roubalheiro. Colocando gente graúda atrás das grades, Moro parece ter devolvido aos brasileiros a esperança na Justiça. Foi certamente a recuperação desse sentimento que animou 61% dos leitores que participaram da votação da Personalidade do Ano, promovida por VEJA e Twitter, a escolher o juiz de Curitiba a figura pública mais importante do ano – depois dele aparecerem a lutadora de UFC Ronda Rousey (33% dos votos) e Kim Kataguiri (3%), um dos líderes do Movimento Brasil Livre. É a segunda vitória de Moro: em 2014, ano em que estourou o petrolão, a intransigência do juiz com a roubalheira já havia levado o magistrado a derrotar todos os candidatos.

Confira:

Resultado final da votação 2015

Resultado final da votação 2014

Resultado final da votação 2013

Os leitores de VEJA e usuários do Twitter foram convidados também a escolher, via voto na rede social, qual o Fato mais marcante de 2015. O vencedor parece expressar o mesmo desejo contido no voto do juiz Moro: repúdio aos malfeitos do governo e do PT e a vontade de mudança. Os protestos de março – que levaram quase 2 milhões de brasileiros às ruas contra o governo Dilma – venceu a disputa com 56% dos votos, seguido pelo início do processo de impeachment de Dilma na Câmara (18% dos votos) e a tragédia de Mariana (10%).

É a terceira vez que VEJA.com realiza a eleição em parceria com o Twitter – a segunda, contudo, em que há também a categoria Fato do Ano. Em todas as oportunidades, os candidatos (sempre em torno de 15 em cada categoria) foram apontados por editores de VEJA.com. Os leitores, então, foram convidados a escolher os melhores, tuitando seu voto. Os eleitores recebiam em resposta uma mensagem de agradecimento e, em alguns casos, um breve histórico relembrando o que candidato havia feito naquele ano.

A votação foi aberta no dia 19 de dezembro e encerrada nesta quarta-feira. Foram computadas as mensagens publicadas no Twitter que continham, simultaneamente, o texto #VejaPersonalidade2015 e o nome de um dos candidatos antecedido do símbolo hashtag – por exemplo: #SergioMoro. O mesmo valia para a votação do Fato do Ano, para a qual foram considerados tuítes contendo a hashtag #VejaFato2015 acompanhados de um dos candidatos a evento mais marcante, como #CriseDosRefugiados, em referência ao drama dos imigrantes que deixam guerras e miséria na África, Oriente Médio e Ásia e tentam a sorte na Europa. Cada tuíte correspondia a um voto.

Agradecemos a todos pela participação! Um feliz 2016!

Veja

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BRASIL

Bolsonaro transformou o Brasil em uma “câmara de gás a céu aberto”

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Brasil de Fato – “Nos tornamos uma câmara de gás a céu aberto”, diz um manifesto assinado por religiosos, artistas e intelectuais em referência ao papel do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de coronavírus.

“Assistimos horrorizados ao extermínio sistemático de nossa população, sobretudo dos pobres, quilombolas e indígenas”, diz o texto que tem como signatários o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, o teólogo Leonardo Boff, dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias (RJ), além de artistas como Chico Buarque e Zélia Duncan.

O manifesto foi divulgado na noite de sábado (6) e afirma que a população está refém “do genocida Jair Bolsonaro, que ocupa a presidência do Brasil, junto a uma gangue de fanáticos movidos pela irracionalidade fascista”.

O texto foi divulgado no momento em que o país encerra a semana mais letal desde o início da pandemia de coronavírus. O país ultrapassou a triste marca de 260 mil mortes por coronavírus registrada desde o início da pandemia e registrou recordes de mortes registradas em 24h ao longo da semana.

A “carta aberta à humanidade” classifica como “intencional” o colapso do sistema de saúde no país.

Leia também: Mulheres repudiam ministra Damares em manifesto pelo 8 de Março

“O descaso com a vacinação e as medidas básicas de prevenção, o estímulo à aglomeração e à quebra do confinamento, aliados à total ausência de uma política sanitária, criam o ambiente ideal para novas mutações do vírus e colocam em risco toda a humanidade”, diz o texto.

Confira na íntegra o texto da carta

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança.”
Hanna Arendt

O Brasil grita por socorro.

Brasileiras e brasileiros comprometidos com a vida estão reféns do genocida Jair Bolsonaro, que ocupa a presidência do Brasil, junto a uma gangue de fanáticos movidos pela irracionalidade fascista.

Esse homem sem humanidade nega a ciência, a vida, a proteção ao meio ambiente e a compaixão. O ódio ao outro é sua razão no exercício do poder.

O Brasil hoje sofre com o intencional colapso do sistema de saúde. O descaso com a vacinação e as medidas básicas de prevenção, o estímulo à aglomeração e à quebra do confinamento, aliados à total ausência de uma política sanitária, criam o ambiente ideal para novas mutações do vírus e colocam em risco toda a humanidade. Assistimos horrorizados ao extermínio sistemático de nossa população, sobretudo dos pobres, quilombolas e indígenas.

Nos tornamos uma “câmara de gás” a céu aberto.

O monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global.

Apelamos às instâncias nacionais – STF, OAB, Congresso Nacional, CNBB – e às Nações Unidas. Pedimos urgência ao Tribunal Penal Internacional (TPI) na condenação da política genocida desse governo que ameaça a civilização.

Vida acima de tudo!

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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BRASIL

Hospitais começaram a lotar de jovens na pandemia após Ano Novo

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Na última semana, os leitos do Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Belo Horizonte, voltaram a alcançar 100% de ocupação, com possibilidade e necessidade de expansão das enfermarias.

Quem torce pela melhora no cenário a curto prazo é o médico intensivista Claudio Lemos.

“A gente nota que há um perfil um pouco mais jovem. Pessoas abaixo dos 40, 50 anos, sem comorbidade. Ainda tem os idosos acima dos 75, só que o percentual, que antes era 80% (de ocupação por idosos), agora está em 60%. Estamos lotados; março vai ser um mês triste”, prevê.

 

(…)

VEJA TAMBÉM – VÍDEO: Colapso na saúde mostra que maioria de internados com covid são jovens

 

DCM

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