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SAÚDE

Sintomas da ‘Covid longa’ atingem até 80% dos infectados pela doença

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Náusea, tosse, suor, zumbido no ouvido e problemas de sono afetam a vida de Eduarda Norat, de 22 anos. Três meses depois de ter se curado da Covid-19, Eduarda sofre com alguns dos 55 sintomas mais conhecidos de uma doença que vem sendo chamada de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente” ou “Covid prolongada”.

“Às vezes, depois de subir uma escada, parece que corri uma maratona”, disse Eduarda Norat, que teve Covid em novembro.

O nome oficial e as classificações destas complicações da Covid-19 devem ser definidos em breve por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade reúne dados de pesquisas pelo mundo que já apontam, por exemplo, que as mulheres são as que mais relatam as complicações oriundas da infecção pelo Sars-Cov-2.

Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Eles fizeram a revisão de 18 mil pesquisas publicadas sobre o assunto até 1° de janeiro de 2021.

Os pesquisadores selecionaram as 15 principais publicações (nove do Reino Unido, três dos Estados Unidos, um da Austrália, um da China, um do Egito e um do México) mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais.

Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e dificuldade para respirar (24%). Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos 2 semanas após a cura do coronavírus.

Mesmo que ocorra com mais frequência em pacientes que sobreviveram à versão grave da doença, a Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada, sem precisar de hospitalização.

Além disso, um dos estudos analisados na revisão aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo; os outros 14 artigos não fizeram análise por gênero.

Mulheres, jovens e sem hospitalização

Ao ver a lista de 55 sintomas apresentada pelo estudo, Eduarda reconheceu mais efeitos em seu corpo. “Tem coisas aí que eu estava sentindo e eu nem sabia que era sintoma”, afirmou. Norat conta que, à época em que desenvolveu a doença, chegou a apresentar outros sintomas, como falta de olfato e paladar, mas não precisou ser internada.

”Os únicos cheiros que eu sentia eram os mais fortes, tipo perfume ou ketchup, mas era um cheiro bem esquisito, parecia vinagre”, contou Eduarda Norat.

Norat é jovem, mulher e desenvolveu a versão leve da doença, um dos perfis investigados para a Covid longa.

Em entrevista ao G1, David Strain, consultor do sistema de saúde britânico (NHS) e pesquisador da faculdade de medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, explica que o instituto nacional de estatísticas do país aponta que as mulheres têm maior probabilidade de terem a Covid prolongada – em torno de 74%.

Devido à ação do coronavírus nas células, Strain também explica que a Covid pode atingir os jovens. Ele pondera, no entanto, que ainda não é uma verdade absoluta.

“É importante reconhecer que podemos estar apenas observando um ‘viés de reportagem’. As mulheres são mais propensas a procurar ajuda quando têm um problema, em comparação com os homens. Isso já é bem conhecido”, disse.

Segundo o pesquisador britânico, a maioria dos pacientes (75%) com Covid longa do NHS são mulheres mais jovens (com menos de 50 anos). Os 25% restantes são homens ou mulheres com 51 anos ou mais. Além disso, ele avalia que a gravidade inicial da doença – leve, moderada ou grave – não tem mostrado muita influência nas chances de ter ou não os sintomas após a cura.

Pesquisa no Brasil

Desde março, quando os primeiros casos de coronavírus começaram a chegar no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, os médicos acompanham a resposta e a recuperação dos pacientes.

Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), está perto de acompanhar o desfecho de 200 pacientes com a Covid-19. Os resultados do estudo ainda são preliminares.

Origens da Covid Longa

Bonifácio acredita que a Covid longa pode ser uma “segunda onda” do estrago feito pelo coronavírus no corpo. O Sars CoV-2 utiliza a proteína Spike (S) para se ligar ao receptor ACE2 das células humanas e iniciar a infecção. Nosso sistema respiratório tem tecidos formados com o receptor, e é por ali que o vírus ataca inicialmente.

“Mas existem outros sistemas que têm receptores para o vírus, por exemplo, o coração, o cérebro. Então, o vírus gera primeiro uma inflação gigantesca, e o organismo reage com uma bagunça também gigante, e isso causa a Covid prolongada” – Lívia Pimenta Bonifácio, fisioterapeuta e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

Entre os pacientes acompanhados pela USP de Ribeirão Preto, 64% ainda tinham algum sintoma depois de 6 meses sem o vírus. A fadiga também foi o efeito de longo prazo mais frequente. A pesquisadora ainda não conseguiu avaliar gênero e idade.

Tratamentos

Sem um nome definitivo, esse conjunto de sintomas que continua após a cura do coronavírus é chamado de “Síndrome Pós-Covid”, “Covid longa”, “Covid persistente”, “Covid prolongada”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma série de encontros neste mês para definir junto a especialistas quais são os efeitos mais frequentes e como tratá-los. Por muito tempo, a expressão “sequelas da Covid” foi utilizada. Agora, os cientistas preferem usar outros termos e delimitar o que é, de fato, uma mudança permanente no corpo das pessoas curadas.

Por enquanto, de acordo com David Strain, não há um tratamento eficiente. Uma das diferenças da fadiga e do cansaço ligados ao coronavírus é que os programas tradicionais de exercícios graduais para a recuperação do fôlego não funcionam.

“O caminho para a Covid longa é ficar constantemente dentro do seu ‘envelope de energia’, entendendo que esse envelope ficará maior com o tempo”, disse Strain.

Os pesquisadores estudam o uso de suplementos vitamínicos para tentar solucionar o problema, mas, por enquanto, nenhuma medida se mostrou eficaz.

G1

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SAÚDE

Uma maçã por dia pode reduzir risco de Alzheimer, diz ciência

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Compostos naturais encontrados na casca e na polpa das maçãs podem reduzir o risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência.

Foi o que constatou uma pesquisa feita por especialistas do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) em Bonn, Alemanha.

Eles descobriram que altas concentrações de compostos existentes em maçãs, conhecidos como fitonutrientes, estimulam a criação de neurônios – células responsáveis pela nossa memória – em um processo denominado neurogênese.

Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos, em testes de laboratório.

“Uma maçã por dia mantém o médico longe – pode haver alguma verdade nessa frase”, dizem eles no artigo, publicado na revista científica Stem Cell Reports.

“Neste estudo, demonstramos que as maçãs contêm compostos pró-neurogênicos, tanto na casca quanto em sua polpa”.

Estudo

O estudo mostrou que células-tronco cultivadas em laboratório, de cérebros de camundongos adultos, geraram mais neurônios e foram protegidas da morte celular quando quercetina ou DHBA foram adicionados às culturas.

Testes subsequentes em ratos mostraram que em estruturas distintas do cérebro adulto associadas ao aprendizado e à memória, as células-tronco se multiplicaram e geraram mais neurônios, quando os ratos receberam altas doses de quercetina ou DHBA.

Os efeitos na neurogênese foram comparáveis ​​aos efeitos observados após o exercício físico, que é um estímulo conhecido para a neurogênese.

Isso sugere que compostos naturais em frutas, não apenas quercetina e DHBA, mas potencialmente outros, podem atuar em sinergia para promover a neurogênese e a função cerebral quando administrados em altas concentrações.

Suco não funciona

Os pesquisadores também examinaram efeitos do suco de maçã concentrado em ratos e constaram que suplementação em 3 semanas não teve efeito sobre a neurogênese.

“Dado que a concentração de quercetina no suco de maçã é muito baixa (abaixo de 2 mg / litro) … concluímos que esta é provavelmente uma concentração insuficiente de fitoquímico ativo para modular a neurogênese”, disse a equipe.

Outros benefícios

Embora se saiba que uma maçã por dia faz bem, duas maçãs por dia podem ser melhores para reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, descobriram os especialistas em 2019.

Quando 40 pessoas com colesterol ligeiramente alto comeram duas maçãs grandes por dia durante oito semanas, isso reduziu seus níveis de colesterol “ruim” em quase quatro por cento.

Duas maçãs por dia podem ajudar também a reduzir o risco de derrame ou ataque cardíaco, que pode ser causado pelo endurecimento das artérias pelo colesterol.

“Parece que o velho ditado de um dia de maçã estava quase certo”, disse a autora do estudo, a professora Julie Lovegrove, da Unidade de Nutrição Humana Hugh Sinclair da Universidade de Reading, na época.

‘Acreditamos que as fibras e os polifenóis nas maçãs são importantes, e a maçã é uma fruta popular entre todas as idades”, lembrou a pesquisadora.

Dois compostos - quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã - geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório
Dois compostos – quercetina na casca da maçã e ácido diidroxibezóico (DHBA) na polpa da maçã – geraram neurônios no cérebro de camundongos em testes de laboratório

Com informações do Daily Mail

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BRASIL

Estados questionam critérios e cobram do Ministério da Saúde mais doses de vacinas contra a Covid-19

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O total de doses e os critérios usados pelo Ministério da Saúde para distribuir as vacinas contra a Covid-19 são alvos de críticas de estados. Enquanto a vacinação avança em ritmo considerado lento pelos especialistas, unidades da federação questionam a diferença na quantidade de doses já enviadas e pedem mais lotes dos imunizantes.

Representantes de ao menos quatro estados – Pará, Santa Catarina, Tocantins e Espírito Santo – estão entre as unidades da federação que fazem críticas ao governo. Além deles, há estados que buscam caminhos para comprar suas próprias doses, como é o caso da Bahia com a vacina Sputnik V.

Procurado pelo G1, o Ministério da Saúde afirmou inicialmente que “as doses são enviadas às UF, conforme disponibilidade, para grupos previamente definidos e estimados, acordados em decisão tripartite – governos federal, estaduais e municipais” (veja íntegra da nota ao fim da reportagem).

Em uma segunda nota, o ministério ainda informou que a distribuição das doses seguem os seguintes critérios técnicos: “riscos de agravamento e óbito pela Covid-19, visando a redução da morbimortalidade causada pelo coronavírus, bem como a manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e a manutenção do funcionamento dos serviços essenciais.”

Pazuello no Senado

Em audiência no Senado, o ministro Eduardo Pazuello foi cobrado por senadores do Pará sobre o fato de o estado ser o último no total de doses distribuídas, apesar da circulação de uma das novas variantes do Sars-Cov-2 e da proximidade do Amazonas. Em resposta, o ministro disse que critério para entrega é a quantidade de pessoas que formam os grupos prioritários em cada estado e não a população total.

Pazuello também foi cobrado durante a sessão por representante do Tocantins sobre as doses. Nos dois casos, o ministro disse que enviaria aos senadores o detalhamento de quantas doses foram enviadas aos estados e o total dos grupos prioritários.

Doses enviadas ao Pará
Após a ida de Pazuello ao Senado, o ministério informou ao G1 que o estado do Para recebeu 315.840 doses da vacina, “suficientes para a vacinação de 173.734 pessoas, o que representa 80% da população total dos grupos prioritários”.

Segundo o ministério, o total é suficiente para atender 73% dos trabalhadores de saúde, 100% das pessoas de 60 ou mais institucionalizados, 100% das pessoas com deficiência institucionalizados, 100% dos povos indígenas e 100% das pessoas com 90 anos ou mais.

Segundo a pasta, o Pará recebeu 6.825 doses oriundas do fundo estratégico que reservou 5% das doses do país para estados da região Norte. “Esse envio possibilitou a vacinação de 3.250 pessoas de 85 à 89 anos (11%), além do quantitativo enviado de forma igualitária às 27 unidades federadas nessa pauta.”

O Ministério da Saúde não divulgou os mesmos dados para todos os estados e o Distrito Federal.

Pelo país
Conforme dados do levantamento do consórcio de veículos de imprensa atualizados nesta quinta-feira, o Pará era o estado do país com a terceira pior proporção de vacinas recebidas em relação à população (uma dose para cada 27,5 habitantes). Na ponta oposta estão Roraima (6,5), Amazonas (7,5) e Mato Grosso do Sul (12,6).

Não foi possível realizar a conta da proporção de vacinas em relação ao público-alvo da campanha em cada estado, já que o Ministério da Saúde não informou a quantidade de pessoas que devem ser vacinadas em cada unidade da federação com as vacinas já enviadas.

Situação no Pará
No começo da semana, o Governo do Pará alega que o estado é o que recebeu, em proporção ao total da população, a menor quantidade de vacinas contra Covid-19 no país. Segundo o governador do Pará, Helder Barbalho, um ofício foi enviado ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, solicitando informações sobre os critérios utilizados na divisão dos lotes de vacinas do Fundo Estratégico para alguns estados do Norte do País.

Situação no Espírito Santo
No Espírito Santo, o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, disse, ainda no fim de janeiro, que houve “frustração” na disponibilização das vacinas por parte do Ministério da Saúde para o Espírito Santo e que, diante da demora na disponibilização das doses, o Estado iria buscar a compra das doses diretamente com a indústria.

“Todo atraso na disponibilidade de doses para a população brasileira poderá comprometer resultados observados para o primeiro semestre ainda deste ano. No primeiro cenário, com disponibilidade de vacinação da Fiocruz e Butantan, já tivemos frustração, e temos que estar preparados. O Espírito Santo já negocia com a indústria a aquisição de vacinas para complementar o plano de vacinação”, afirmou Nésio.

Situação em Santa Catarina
Na quarta-feira (10), o secretário de estado da Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, declarou durante sessão especial da Assembleia Legislativa (Alesc) que estava em Brasília para “cobrar do ministério algumas discrepâncias de quantitativo de doses”.

“A velocidade da vacinação é dependente do fornecimento de vacinas, estou em busca de respostas, tenho agenda com o Ministério da Saúde para discutir o quantitativo para o estado, novas remessas, temos de acelerar, senão levaremos alguns meses para cumprir as fases iniciais”, reconheceu Ribeiro, que lamentou não ter “respostas sobre vacinas que estão para chegar”.

Posicionamentos do Ministério da Saúde
Veja abaixo nota enviada pela pasta na quarta-feira (10):

“”O Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 estabelece a ordem de vacinação para os grupos prioritários, o que pode ser observado no Quadro 2 do referido plano – que está disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br…

A definição dos grupos e sua priorização foi realizada no âmbito da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis (Portaria GAB/SVS n° 28 de 03 de setembro de 2020), composta por representantes deste ministério e de outros órgãos governamentais e não governamentais, assim como Sociedades Cientificas, Conselhos de Classe, especialistas com expertise na área, Organização Pan-Americanada Saúde (OPAS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A decisão foi pautada também nas recomendações do SAGE – Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (em inglês, Strategic Advisor Group of Experts on Immunization), da Organização Mundial da Saúde.

É importante ressaltar que a priorização de grupos populacionais para a vacinação foi necessária diante do contexto de não disponibilidade imediata de vacina para todos os grupos suscetíveis à doença, de forma que estão sendo priorizados primeiramente os grupos de maior risco para agravamento pela doença caso venham a se infectar. Além disso, é necessário preservar a força de trabalho para manutenção dos serviços de saúde. E, em seguimento, vacinação das populações de maior vulnerabilidade exposição aos impactos da pandemia e dos trabalhadores dos serviços essenciais.

No atual cenário, está sendo utilizada a estratégia de etapas dentre os grupos prioritários estabelecidos pelo Plano de Imunização com base na quantidade de doses entregues pelos laboratórios produtores. As doses são enviadas às UF, conforme disponibilidade, para grupos previamente definidos e estimados, acordados em decisão tripartite – governos federal, estaduais e municipais

Orientações referentes para cada etapa são realizadas por meio de informes técnicos e notas informativas, com as definições referentes aos grupos que deverão serem atendidos com o quantitativo de doses enviado naquela etapa. Esses informes podem ser acessados no link: https://www.gov.br/saude/pt-br…

Conforme ofício encaminhado no dia 08 de fevereiro de 2021 aos secretários estaduais de Saúde, CNS, Conass e Conasems, o PNI alerta que não seguir a ordem priorizada pelo programa pode acarretar na falta de vacinas para os grupos de maior risco de adoecimento e óbito pela covid-19. E, uma vez que nas primeiras etapas da campanha nacional de vacinação não foi possível cobrir 100% dos trabalhadores da saúde, o PNI orientou vacinar primeiramente os trabalhadores que estiverem em unidades de atendimento à Covid-19, porém, ficou facultado às UF definirem em esfera bipartite (estado e município) essa estratificação – de acordo com suas respectivas realidades locais.

Até o momento, foram enviadas aos estados 11,1 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. Cabe esclarecer que a pasta distribui as doses aos estados – que são responsáveis pelo envio aos municípios, de acordo com necessidades e planejamentos locais. Atualmente, o Brasil tem 354 milhões de doses de vacinas garantidas, para 2021, por meio dos acordos com a Fiocruz (212,4 milhões de doses), Butantan (100 milhões de doses) e Covax Facility (42,5 milhões de doses).”

Veja abaixo nota enviada pela pasta na quinta-feira (11):

“O Ministério da Saúde esclarece que a distribuição das doses da vacina contra a Covid-19 adquiridas seguem critérios técnicos previamente estabelecidos no Plano Nacional para Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19: riscos de agravamento e óbito pela Covid-19, visando a redução da morbimortalidade causada pelo coronavírus, bem como a manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e a manutenção do funcionamento dos serviços essenciais. Conforme ofício encaminhado no dia 8 de fevereiro de 2021 aos estados e municípios, o PNI alerta que não seguir a ordem priorizada pelo programa pode acarretar na falta de vacinas para os grupos de maior risco de adoecimento e óbito pela Covid-19.

Orientações referentes para cada etapa são realizadas por meio de informes técnicos, com as definições referentes aos grupos que deverão ser atendidos com o quantitativo de doses enviado por etapa. Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde distribui as doses aos estados, que são responsáveis pelo envio aos municípios, de acordo com necessidades e planejamentos locais.

Sobre o estado do Para, até o momento, foram enviadas 315.840 doses da vacina contra a Covid-19, suficientes para a vacinação de 173.734 pessoas, o que representa 80% da população total dos grupos prioritários do estado previstos pelo Ministério da Saúde até o momento, a saber:

73% dos trabalhadores de saúde;
100% das pessoas de 60 ou mais institucionalizados;
100% das pessoas com deficiência institucionalizados;
100% dos povos indígenas e
100% das pessoas com 90 anos ou mais

Devido ao cenário epidemiológico atual, de criticidade na região Norte do país, a partir da 2° pauta de distribuição das vacinas contra a Covid-19 foi definido o fundo estratégico (5%) destinado aos estados da região, em que o Pará se beneficiou na terceira pauta de distribuição de um total de 6.825 doses desse Fundo estratégico. Esse envio possibilitou a vacinação de 3.250 pessoas de 85 à 89 anos (11%), além do quantitativo enviado de forma igualitária às 27 unidades federadas nessa pauta. A medida reforça as ações gradativas do Ministério da Saúde para atendimento dos estados da região Norte, para minimizar os impactos decorrentes da Covid-19.

Cabe esclarecer que a distribuição de doses para os estados foi realizada de acordo com os critérios epidemiológicos atualizados e denominadores populacionais referentes aos grupos prioritários, preservando a distribuição proporcional e igualitária em todo o país, bem como o quantitativo referente ao fundo estratégico (5%) para os estados da região Norte.”

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