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PARAÍBA

Técnica de irrigação com uso de garrafa pet garante economia de água na seca

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Um sistema artesanal com garrafa pet, já usado em outras regiões do país, vem se mostrando eficiente, econômico e de fácil de manuseio também na Paraíba, principalmente durante épocas de longa estiagem. O recurso está sendo usada cada vez mais por agricultores familiares para a irrigação de plantações de hortaliças e frutíferas, com a orientação técnica da Emater-PB, empresa de extensão rural integrante da Gestão Unificada, vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca.

Segundo o engenheiro agrônomo José Marinho de Lima, com uma garrafa pet o agricultor pode instalar um sistema de gotejamento simples e barato para irrigação de plantas sem desperdiçar água. O fluxo é feito de forma contínua, em pouca quantidade, pois a água passa por um pequeno furo aberto no fundo ou na tampa da garrafa e forma um bulbo molhado diretamente no tronco da planta. Desta maneira, a terra fica sempre úmida, com pequena perda de água pela evaporação. O reservatório (garrafa pet) é reabastecido e o processo se renova.

Este processo, inclusive, está sendo levado ao conhecimento de agricultores familiares integrantes do Projeto Ecoprodutivo, que vem sendo desenvolvido pela Gestão Unificada e parceiros, a exemplo das ações executadas no Assentamento Pitombeira, no município de Várzea, no Seridó da Paraíba, a 320 km de João Pessoa.

Os resultados têm sido satisfatórios e nas comunidades onde o projeto é apresentado, os agricultores têm aceitado e, em pouco tempo, reconhecem como uma alternativa para a convivência com a escassez de água no semiárido, sem deixar de produzir frutas e verduras em quintais produtivos.

Como funciona

Segundo o agrônomo da Emater-PB, para preparar o sistema é necessário um furo que pode ser aberto na tampa ou no fundo da garrafa, dependendo da forma como deve ser colocada para a rega. Quanto mais largo o furo, maior a quantidade de água que será liberada. Também deve ser feita uma abertura para a entrada de ar e para facilitar o gotejamento.

José Marinho recomenda que, antes de ser utilizada, a garrafa deve ser lavada e a tampa bem fechada. Ela pode ser fixada com arame em um piquete de madeira ou no próprio tronco da árvore. Esse sistema rústico e eficaz de irrigação não precisa do uso de energia. O sistema de irrigação por gotejamento umedece as plantas de forma lenta, mas contínua e controlada, de forma a garantir economia de água, sendo essa alguma de suas vantagens, além eficiência na adubação, reutilização da garrafa plástica, manutenção por longo prazo da umidade e ajuda na preservação do meio-ambiente.

Além do abastecimento manual, José Marinho ressaltou que o provimento das garrafas pode acontecer de maneira prática e automática. Para tanto, é preciso colocar um reservatório com uma capacidade armazenadora superior ao volume de todas as garrafas distribuídas na área, em uma posição mais elevada, de maneira que o reabastecimento possa ocorrer automaticamente, sem a necessidade da utilização de mão de obra.

Portal Correio

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PARAÍBA

Paraíba é segundo estado do país com menor ocupação de leitos covid-19, segundo boletim da Fiocruz

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A Paraíba é o segundo estado do país com menor ocupação de leitos de covid-19, tendo 70% dos leitos ocupados. Com isso, a Paraíba fica atrás apenas de Roraima, cuja ocupação é de 44%. Os dados são do Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz, referentes a Semana Epidemiológica 14 (4 a 10 de abril).

Apesar da melhora, a Paraíba continua em alerta médio, classificado pela Fiocruz com a cor amarela. Roraima é o único estado do país classificado na cor verde, que indica baixo estado de alerta.

O boletim apontou que a tendência de alta de transmissão da Covid-19 se manteve no país, com valores recordes no número de óbitos (uma média de 3.020 mortos por dia) e aumento de novos casos (cerca de 70.200 casos diários). A análise aponta também que a sobrecarga dos hospitais continuou em níveis críticos.

A alta proporção de testes com resultados positivos revela que, durante esse período, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país. Segundo os pesquisadores do Observatório, o quadro epidemiológico observado pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números muito mais elevados de casos graves e óbitos.

Outro indicador estratégico, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) se manteve predominantemente estável e muito elevada. Destacam-se a saída do Maranhão (78%) da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário e quedas significativas do indicador no Pará (87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%) e São Paulo (de 91% para 86%). 

Vacinação

O Boletim traz ainda um painel sobre a vacinação no Brasil. Do total das pessoas vacinadas (27.567.230) até a Semana 14, 30,2% completaram o esquema vacinal com duas doses e 69,8% receberam apenas a primeira dose do imunizante. Nove estados apresentam diferença igual ou menor à média nacional de vacinados com esquema completo e vacinados somente com uma dose.  

“Os que registraram as menores diferenças foram Roraima, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Essa diferença pode estar relacionada com o volume de faltosos para a segunda dose. É possível ainda que esteja refletindo estratégias diferenciadas de aceleração da imunização da primeira dose, ou ainda conter diferenças relativas à agilidade do registro”.

Para controlar a disseminação da pandemia e preservar vidas, os pesquisadores reforçam que é fundamental que os municípios brasileiros, em especial os que compõem as regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas, em especial dentro de cada Região Metropolitana.

“As medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e estados, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução dos casos graves da doença nas próximas semanas. No entanto ainda não tiveram impacto sobre o número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares”, alertam os pesquisadores. “A flexibilização de medidas restritivas pode ter como consequência a aceleração do ritmo de transmissão e, portanto, de casos graves de Covid-19 nas próximas semanas”.

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PARAÍBA

Paraíba sobe no ranking e é o 3º estado que mais vacinou contra covid-19 no Brasil

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A Paraíba é o 3º estado com a população mais vacinada contra covid-19 no Brasil. Os dados divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa nesta quarta-feira (14), apontam que 13,42% da população paraibana já tomou pelo menos a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus.

Os cinco estados que mais vacinaram são: Rio Grande do Sul (15,84%), Mato Grosso do Sul (14,28%), Paraíba (13,42%), Bahia (13,33%) e Espírito Santo (13,16%). Em todo o Brasil, 24.433.064 milhões de pessoas já tomaram ao menos uma dose, o que corresponde a 11,54% da população.

De acordo com os dados, a Paraíba subiu uma posição no ranking das vacinas. No último dia 03 de abril, o Estado aparecia na 4ª posição com a população mais vacinada contra covid-19 no Brasil.

Até esta quarta-feira (14), foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 711.023 doses. Até o momento, 542.184 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 168.839 com a segunda dose da vacina. Um total de 918.218 doses já foram distribuídas.

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