Connect with us

ESPORTES

Thiago Braz consegue feito e é ouro no salto com vara com recorde olímpico

Publicado

em

O brasileiro Thiago Braz conseguiu um feito histórico ao ganhar a medalha de ouro no salto com vara nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Para isso, ele bateu na final desta segunda-feira (15) o campeão olímpico de Londres-2012 e recordista mundial, o francês Renaud Lavillenie. Na prova, melhorou em 11 centímetros a melhor marca de sua vida e quebrou o recorde olímpico, com 6,03 m.

Thiago Braz é atleta da elite do salto com vara, mas estava longe de figurar entre os favoritos. Ele garantiu medalha e fez melhor: arriscou algo inédito na sua carreira – o salto de 6,03 m. Thiago, que já tinha medalha assegurada, arriscou bater o campeão e recordista francês para brigar pelo ouro. O público do Engenhão presenciou, então, o maior feito de um esportista brasileiro até agora na Olimpíada.

Pena que o estádio já estava quase vazio para sua prova. A chuva forte ainda atrapalhou as competições e, para piorar, houve problemas no elevador do equipamento do salto com vara, que fizeram a competição se alongar.

O que parecia ser um cenário de desânimo se transformou quando parou a chuva. Thiago Braz, que não tivera tempo de saltar com o forte temporal, deixou para começar suas tentativas a partir de 5,65 m. Era a mesma marca escolhida pelo francês Lavillenie.

O brasileiro superou a marca com facilidade e, apesar de uma falha, também passou pelos 5,75 m. A partir daí, a disputa ficou entre cinco atletas e a medalha ganhava contornos de realidade.

Thiago Braz ultrapassou os 5,85 m na primeira tentativa. Com as falhas do polonês Piotr Lisek e do tcheco Jan Kudlicka, só sobraram três na competição: ele, o favorito Lavillenie e o americano Sam Kendricks. O pódio agora era garantido: só faltava saber a cor da medalha.

A pequena torcida, nesse momento, já estava enlouquecida. Empurrado por ela, Thiago superou os 5,93 m em sua segunda tentativa. Já era o melhor salto em estádio aberto (algumas competições são disputadas em locais fechados) da sua vida: o anterior foi em Baku (Azerbaijão), quando atingiu 5,92 m, em 2015. O americano falhou, e a prata estava assegurada – até aquele momento – no peito do brasileiro.

KAI PFAFFENBACH/REUTERS
imagem: KAI PFAFFENBACH/REUTERS

A disputa, então, era com o francês. E Lavillenie seguia o roteiro dos favoritos: saltou os 5,98 m. A torcida brasileira vaiava cada tentativa do rival. O locutor tentava contê-los com pedidos de silêncio. Os franceses, em grande número, já comemoravam seu provável campeão.

O inesperado, o incrível aconteceu. Thiago Braz correu para saltar sobre uma barreira de 6,03 m, algo que ele nunca havia sequer tentado, e venceu. Os franceses botaram as mãos na cabeça em descrédito, os brasileiros explodiram. Era o recorde olímpico. Lavillenie ainda teve mais um salto, tentando 6,08 m, e falhou.

Thiago, que lutou contra uma lesão antes da Olimpíada e entrou como a terceira melhor marca do ano na final, era campeão olímpico. Uma dessas histórias para botar em moldura de ouro no museu da história dos Jogos.

Continue lendo
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

ESPORTES

Palmeiras vence o Santos e conquista o bi da Libertadores

Publicado

em

Aos 53 minutos do segundo, quando a bola cruzou o ar do Maracanã, encontrou a cabeça do atacante Breno Lopes e foi descansar no fundo da rede do Santos, valeu a pena cada uma daquelas vezes em que o torcedor do Palmeiras disse aos amigos, gritou aos jogadores, sussurrou para si mesmo: “A Taça Libertadores é obsessão”. Neste sábado, o título tão desejado desde 1999, tão pedido nestes últimos anos, deixou de ser ambição para se tornar realidade: o Palmeiras é bicampeão da América. O gol da vitória por 1 a 0 nasceu quase no fim, logo após confusão entre Cuca e Marcos Rocha à beira do campo, e saiu da cabeça de um jogador improvável, quase desconhecido, chegado ao clube há menos de três meses – e, desde já, eternizado.

O herói

No Palmeiras de Weverton, de Gustavo Gómez, de Rony, de Luiz Adriano, de Willian, de Felipe Melo, de Abel Ferreira, a história foi escrita por Breno Lopes, 25 anos, mineiro de Belo Horizonte, jogador que estava no Juventude na Série B e foi buscado em idos de novembro – sem alarde, como se fosse apenas mais um reforço em meio a tantos atletas mais famosos.

Vem aí o MundialGustavo Gómez, Luiz Adriano e Alison em Palmeiras x Santos

O Mundial de Clubes começa já nesta quinta-feira. Às 11h, o Tigres, do México, enfrenta o Ulsan, da Coreia do Sul, e o vencedor será o adversário do Palmeiras nas semifinais, domingo, dia 07/02, às 15h. O outro jogo das quartas de final, também na quinta, reúne o Al Duhail, do Catar, e o Al Ahly, do Egito. Quem vencer, pega o Bayern de Munique nas semifinais, segunda-feira. Clique aqui e veja a tabela.

A confusão

O segundo tempo parecia acabado, pronto para a prorrogação, e de repente pegou fogo. Uma bola saiu pela lateral, Cuca foi pegar, Marcos Rocha também, e os dois se enroscaram. O treinador acabou expulso. Pulou a mureta, foi para a arquibancada e, de lá, viu o Palmeiras fazer o gol do título.

O craque da Libertadores

“Hoje, não consegui ser o Marinho”, disse o atacante do Santos depois do jogo. De fato, ele não encontrou forma de se destacar na grande final. Foi muito bem marcado pelo Palmeiras. Mesmo assim, foi eleito o craque da Libertadores.

O primeiro tempo

A escalação do Santos, com Sandry reforçando o meio (e Lucas Braga no banco), indicava um time mais retraído. Mas não foi o que mostraram os minutos iniciais da partida. O time de Cuca começou com mais posse, tentou conquistar o terreno adversário e teve a primeira finalização – em chute cruzado de Pará. O Palmeiras, porém, logo conseguiu reagir: amarelou Lucas Veríssimo, chegou bem com Rony, ameaçou em cabeceio de Gómez. O jogo ficou pegado, com divididas duras, e se concentrou em disputas pelo meio, com eventuais arrancadas pelos lados. As marcações se sobressaíram: Marinho e Soteldo tiveram dificuldades; Rony e Luiz Adriano também. As chances de gol foram raras. Aos 36, Marcos Rocha avançou bem e acionou Raphael Veiga na área. O chute foi para fora. Três minutos depois, faltou pouco para Marinho aproveitar cruzamento e abrir o placar.

Jogadores se abraçam: o Palmeiras é campeão da LibertadoresO segundo tempo

O Palmeiras voltou para o segundo tempo mais incisivo. Parecia disposto a tomar o jogo para si, a decidir os rumos da partida. Concentrou-se no campo de ataque, cercou a área adversária e ameaçou em cruzamento de Gabriel Menino para Rony. O Santos respondeu. Em cobrança de falta, Soteldo rolou, Marinho cruzou e Lucas Veríssimo, na segunda trave, desviou para fora – na melhor chance do duelo até então. A reação alviverde saiu em cobrança de falta de Raphael Veiga, que quase surpreendeu o goleiro John. O jogo seguiu equilibrado, e os treinadores começaram a mover suas peças. No Santos, saiu Sandry e entrou Lucas Braga; no Palmeiras, saiu Zé Rafael e entrou Patrick de Paula. Quem mais se aproximou do gol foi o Peixe. Diego Pituca mandou uma pancada, Weverton espalmou e Felipe Jonatan, no rebote, emendou forte chute para fora. Conforme passava o tempo, mais os times demonstravam cansaço, e menos iminente parecia o gol. Kaio Jorge, aos 44, tentou uma bicicleta – defendida sem sustos por Weverton. O jogo parecia encerrado, à espera da prorrogação, e aí o inesperado aconteceu. Cuca e Marcos Rocha se estranharam na beira do campo para pegar uma bola que saiu pela lateral, e o treinador foi expulso. Ele pulou a mureta e se juntou ao público na arquibancada. De lá, viu o Palmeiras ser campeão. Aos 53 do segundo tempo, Rony cruzou, e Breno Lopes, o herói improvável, fez o inesquecível gol que tornou o Palmeiras campeão.

Os campeões

O Palmeiras chega ao bicampeonato da Libertadores. Grêmio, São Paulo e Santos se mantêm como os brasileiros mais vencedores do torneio, com três títulos, seguidos ainda por Cruzeiro, Flamengo e Inter, com dois, e Atlético-MG, Corinthians e Vasco, com um.

Dinheiro na conta

Além do título, o campeão comemora a chegada de um bom dinheiro. No total, o Palmeiras lucrou US$ 22,55 milhões (R$ 123,5 milhões) por toda a caminhada na Libertadores, sendo US$ 15 milhões (R$ 82 milhões) pelo título. Já o Santos embolsou US$ 13,55 milhões (R$ 74 milhões) no total, com US$ 6 milhões (R$ 33 milhões) pelo vice.

Com público

Os cerca de 2,5 mil convidados para a final da Libertadores ficaram concentrados no setor oeste inferior do Maracanã. Em meio à pandemia do novo coronavírus, com mais de 220 mil mortos, houve aglomeração no estádio. Foi possível ver, em diferentes momentos, pessoas tirando as máscaras. A Conmebol disse que todos os convidados fizeram testes para Covid antes da partida.

Por Alexandre Alliatti

Continue lendo

ESPORTES

Organizadas do Palmeiras exigem que “mãos sujas de sangue de Bolsonaro não manchem a taça”

Publicado

em

Várias torcidas organizadas do Palmeiras, que disputa a final da Libertadores no próximo sábado (30), no Maracanã, contra o Santos, soltaram manifesto, neste domingo (24), onde exortam o presidente Maurício Precivalle Galiotte, a “não endossar qualquer tipo de ação que coloque o clube sob o jugo de ações populistas e oportunistas por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro”.

O texto manifesta a preocupação “com a possibilidade de nosso clube ter a sua imagem novamente associada, em um momento grandioso de nossa história, a um governo denunciado internacionalmente por seus ataques sistemáticos aos direitos humanos, pela devastação deliberada do meio ambiente e por seu comportamento genocida diante de um dos períodos mais difíceis da história do Brasil”.

“Além de ser tratado como pária internacional, devido aos motivos supracitados e também à péssima condução das relações internacionais, criando animosidade e hostilidades inclusive com países vizinhos aqui na América do Sul, algo que em nada interessa ao Palmeiras, o presidente tem a fama de “vira-casaca” e “torcedor misto”, ao aparecer batendo no peito e envergando a camisa de dezenas de clubes – incluindo nossos rivais, inclusive o rival que disputa a final da Libertadores contra o Palmeiras”, diz ainda o texto.

Leia na íntegra abaixo:

Carta aberta ao presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, senhor Maurício Precivalle Galiotte

Nós, torcedores palmeirenses que assinamos esta carta, exortamos o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, senhor Maurício Precivalle Galiotte, a não endossar qualquer tipo de ação que coloque o clube sob o jugo de ações populistas e oportunistas por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro, na ocasião da grande final da Copa Libertadores da América da presente temporada.

30 de janeiro de 2021 já é um dia histórico para nós, palmeirenses. Uma das mais importantes decisões que jogaremos em nossa trajetória centenária de lutas e glórias defendendo as cores de um só clube: o Palmeiras. Ao mesmo tempo, no momento em que redigimos este documento, o país chora a morte de mais de 211 mil brasileiros, vitimados pelo Covid-19, mas também pela negligência e pelo negacionismo do Estado no combate à pandemia que assola o planeta.

Por isso, manifestamos preocupação com a possibilidade de nosso clube ter a sua imagem novamente associada, em um momento grandioso de nossa história, a um governo denunciado internacionalmente por seus ataques sistemáticos aos direitos humanos, pela devastação deliberada do meio ambiente e por seu comportamento genocida diante de um dos períodos mais difíceis da história do Brasil.

Além de ser tratado como pária internacional, devido aos motivos supracitados e também à péssima condução das relações internacionais, criando animosidade e hostilidades inclusive com países vizinhos aqui na América do Sul, algo que em nada interessa ao Palmeiras, o presidente tem a fama de “vira-casaca” e “torcedor misto”, ao aparecer batendo no peito e envergando a camisa de dezenas de clubes – incluindo nossos rivais, inclusive o rival que disputa a final da Libertadores contra o Palmeiras.

Preocupados com a reputação do clube diante desta possibilidade e solidários ao luto de milhares de palmeirenses que perderam familiares e amigos durante a pandemia, exortamos que o Palmeiras não se preste ao papel de pedestal para aquele que, além de não demonstrar nenhum vínculo afetivo real com o nosso clube ao vestir tantas camisas, comete atrocidade ao fazer chacota com a dor dos brasileiros que choram seus mortos na pandemia.

É neste cenário que disputaremos a final do campeonato mais importante do continente e é pela grandeza do clube que expressamos nosso ponto de vista, conclamando a diretoria do clube a levar em consideração a opinião dos que subscrevem esta carta, sempre em defesa de um Palmeiras democrático, humano e inclusivo. Um Palmeiras de todos e para todos.

Assinam o texto:

Porcomunas

Palmeiras Antifascista

PorcoÍris

Palmeiras Livre

USParmera

Palestra Sinistro

 
 

Revista Fórum

Continue lendo

Facebook

Publicidade

Copyright © 2020 Barra Portal - Todos os direitos reservados